31 maio 2010

Idiocracy

Bem meus amigues.
Já há algum tempo que tenho andado para mandar umas postas pra discussão aqui no tasco. Antes de enviar a minha diatribe para o infoespaço, deixo aqui alguns links que julgo serem importantes para fomentar a discussão do estado actual do tasco tuga.

Um governo a IRS

Reino Unido: um bom exemplo de gestão de despesas


Declarações infelizes com exemplo ético

Por cá vamos andando alegremente, com algo enfiado em sítios menos agradáveis sem fazermos barulho, distraídos com coisas menores...
Há que fazer algo pra mudar isto, nem que passe por abaixo-assinados e tretas que tais, parando (ou não) no tal "sniper da estupidez" que o caro Doc se deve lembrar .
Mandem as vossas postas, acompanhadas de um presunto implicado... :)

PS: o filme que dá o título a esta posta até é engraçadito... um bocado estúpido, mas engraçado.

29 maio 2010

PARABÉNS GEEEEEEEEK :D

Cá vai mais uma posta, a caminho das mui honráveis 900, e logo para desejar os PARABÉNS ao MIGHTY EREBRUS, SON OK KAOS and bla bla bla bla

:D

Gentes de Faro, arranquem este tipo de casa porque ele detesta fazer anos e destesta que a gente se lembre! :p

Abraço BIF, bro! :)

27 maio 2010

Por outro lado!!

Mais 14 postes e chegamos aos 900. Esse belo marco (ser diferente e cagar no número mágico 1000).

Ah pois é...

É certo que depois da primeira época caguei um bocado na série. Também é verdade que o mistério do que é que a ilha poderia ser nunca me incomodou muito. Geralmente o pensamento afastava-se depois de um encolher de ombros. Não é que tivesse mais que fazer da vida. Porque, nesta vida não se faz muito (ou será que sou só eu?). Mais a ver com o facto de ter coisas mais importantes a fazer. Como degustar de modo apropriado a mini que pousa ao pé dos tramoços. Mas ainda assim, a curiosidade levou-me hoje a ler uma sinopse do último episódio dos perdidos , e a única coisa que me vem à cabeça é: tanta merda para nada...

26 maio 2010

O feedback possível

E foi interessante. Mas primeiro um pedido de desculpas. É comum falar de um certo autismo por parte das gentes ditas de esquerda, principalmente quando se fala de outros movimentos socialistas. A verdade é que a maior parte do pessoal que conheço e que pertence ao PCP/BE (diga-se que não são muitos os que conheço) até admitem os erros pelos quais os regimes socialistas se pautam (porque ninguém é perfeito). Embora as vezes o processo envolva tenazes de ferro :)

Ontem foi assim. Depois de uma leitura em espanhol/inglês (que envolveu uma certa emocao, principalmente quando se falou de Allende e do Che - e porque não?) as perguntas feitas foram até bastante contundentes. Embora não se tenha falado da reforma agrária, discutiu-se o percurso politico do governo chavista, tentou-se perceber se a revolução em curso (curto sempre dizer revolução em curso) vai levar a um regime tipo partido único estalinista, e ouve tempo para as críticas acerca da nacionalização levada a cabo. Tudo bem discutido, tipo conversa de café. Curti. Pelos entretantos, deu tempo para mencionar o 25 de Abril e sugeri-lo como uma revolta socialista falhada e perceber que Chavez é criticado tanto pelo que faz (pelo pessoal que acredita no investimento privado) como pelo que não faz (pelo outro pessoal). Tudo pautado pelos imperialismos americanos, a direita ultra-conservadora e o movimento bourgeois que me fazem sorrir quando vou a estas reuniões.

A saber, a polémica envolvendo a terceira eleição do gajo é interessante se virmos os dois pontos de vista. A constituição só permitia dois mandatos seguidos, é verdade. Mas a emenda feita a constituição permite, por referendo, ao povo mudar o presidente quando achar que este está a ser incompetente (por uma razão ou por outra) sem ter que esperar 6/5 (?) anos pelas próximas eleições.
Depois há (e isto não sabia) uma economia paralela popular, que permite as colectividades produzir e distribuir a sua produção directamente, sem recorrer ao sector terciário. E outros pormenores interessantes.
O que ficou por discutir foi o clientismo aparente do regime. Mas acho que isso ficou para outros dias.

25 maio 2010

Do estado das coisas

Daqui a um bocadinho vou ouvir um estudante falar sobre os movimentos socialistas na Venezuela, a sua relação com Hugo Chavez e a revolução boliviana. Acho que a coisa vai ser parcial, considerando que o gajo pertence ao partido socialista unido da venezuela, e tudo se vai passar numa reunião do partido socialista. Pode ser que não. Amanha trago o feedback possível. Entretanto tenho tado a curtir Candi Staton (passado aqui ao je pelo grande).
Para o chinês. Se querias ter vindo cá com calor, acho que acabaste de perder a única semana em que tal seria possível. Depois de um fds tórrido (deu para sentar na esplanada), voltou tudo ao mais do mesmo. Que neste caso são nuvens e a sensação de que o céu nos vai cair na cabeça a qualquer momento.

Este mês tem sido mau para o metal

Primeiro foi DIO que desapareceu. Ontem (ou hoje? ainda não percebi bem a cena temporal) Paul Gray foi encontrado morto num quarto de hotel....

16 maio 2010

The future is now

Você aí! Sim, você! Tem mais de 18 anos?

Agora se quiser mostrar um slideshow de férias aos seus amigos, pode fazê-lo retirando aqueles pormenores que realmente não interessam e tornando a experiencia ainda mais interessante!
Vá mais longe! Sinta com mais intensidade!

Veja já este exemplo fantástico -> BIFs na Europa de Leste

14 maio 2010

Ri-me uns bons 5 min consecutivos com esta

American: The Bill Hicks Story

Falar de Bill Hicks, é repetir o que já foi tantas vezes dito. Mais do que cómico, filosofo. A primeira vez que ouvi falar do gajo, talvez como muita gente da nossa geração foi pelo Aenima, mesmo antes da third eye (e ve-se bem porquê) sem conseguir perceber bem porque é que era chamado de um dos últimos heróis americanos. Até ouvi-lo (o que levou o seu tempo, admite-se com uma certa vergonha. Stand up nunca foi a minha praia). E, por neste momento não ter grande eloquência (talvez algo a ver com o cinzento que teima em permanecer e afastar qualquer ideia de verão que se tenha por aqui) para explicar o homem acho que a imagem traduz as mil palavras que poderia gaguejar.

Por estas terras, vão estrear o documentário feito sobre a vida do homem, American: The Bill Hicks story.
E este é o trailer.

11 maio 2010

Oi. Hoje não se fala sobre o acordo ortográfico

Bem, um gajo não gosta de soar muito repetitivo mas, uma última palavra sobre a especulação sobre a dívida portuguesa por alguém que explica de uma forma muito clara aquilo que quis dizer há uns tempos atrás.

"A Grande Crise, como alguns começam a chamá-la, tem aclarado dramaticamente o seu perfil nestes últimos dias. Começou na forma de um tsunami financeiro causado por uma gigantesca mentira: o que pareciam ser investimentos fabulosos e negócios arriscados, não eram mais que espuma venenosa. Pura toxicidade. E evoluiu agora para ataques especulativos às dívidas soberanas, parte delas contraídas para evitar o colapso do sistema financeiro mundial e os efeitos do seu contágio à economia.

Os famosos mercados haviam enganado o próprio Adam Smith. «Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelos próprios interesses». O interesse – e não as boas intenções – é a mãe da prosperidade e do bem comum, acreditava Smith. Como todos os ilustrados, era um idealista da Razão, pois, na sua descrição do mercado, prescindia dos sentimentos e das pulsões instintivas da condição humana. Smith tinha muito presente, sim, o estado de ânimo do pobre. A inveja ou o ressentimento do humilde justificam, no seu entender, que o Estado destine uma boa parte do orçamento a garantir a segurança do proprietário. Por outro lado, parecia estar convencido de que os interesses são razoáveis em si mesmos. Na sua mente lógica, britânica e desapaixonada, o mercado estabeleceria geralmente associações de interesse racional.

Adam Smith não parecia temer a avidez doentia. E, no entanto, os mercados – sacralizados nas últimas décadas – deram carta de alforria a sentimentos e instintos tão perigosos quanto o ressentimento dos humildes: o vício da posse e a avidez compulsiva fomentaram o roubo à escala global e levaram à transgressão de todos os limites. Smith não previu as mutações que a ética do interesse sofreria. O fundamentalismo neoliberal avalizou a pior peste económica da História.

Ninguém se livrou deste mal. A pobreza aumentou espectacularmente com a crise, apesar dos ricos estarem cada vez mais ricos, e assedia a fortaleza europeia. Não é preciso ser partidário das teorias conspirativas para deduzir que o ataque dos mercados financeiros à Grécia, Portugal e Espanha é, não só um próspero negócio especulativo à custa da dívida soberana, mas um ataque ao Euro como moeda e à Europa como projecto. Os nossos próprios erros explicam certamente a extrema fraqueza portuguesa: baixa produtividade/competitividade e esbanjamento de dinheiros públicos ao longo de décadas.

Queiram ou não Sócrates e Passos Coelho, queiram ou não os sindicatos, os bancos, as corporações, os interesses que influem nos bastidores ou os grandes grupos que vampirizam o Estado, queira o não o actual establishment: há que corrigir com rapidez, severamente, os nossos erros. Não para obedecer aos arbitrários e obscenos ditames neoliberais, mas para defender o modelo social europeu. Está em jogo algo mais importante que os nossos lucros e salários. Está em jogo a Europa. E convém não esquecer que, num mundo globalizado, sem ela não somos nada."

10 maio 2010

2a feira

Governo CAMPEÕES abre a porta a BENFICA aumentos de impostos para acelerar a CAMPEÃO consolidação BENFICA orçamental

O ministro das finanças admitiu ontem que o Governo poderá aumentar os BENFICA CAMPEÃO impostos no quadro dos esforços assumidos ao nível da União Europeia (UE) para acelerar o processo de CARDOZO redução do BENFICA BENFICA défice orçamental.

in publico

06 maio 2010

Educação

http://www.deco.proteste.pt/educacao/eldquo-mais-escola-nao-e-melhor-escolaeldquo-s598121.htm

03 maio 2010

02 maio 2010

e agora, um momento de poesia.

Cheiro o teu pescoco e imagino-me
feliz nos teus sonhos, mais do que aqui.
Desejo questionar essa minha projeccao onírica
sobre o que nele dói quando tu acordas,
e o trocas por mim.

(Troca-o por mim.)

Perguntar-lhe se encosta a boca ao teu ombro já desperto
num misto de carinho e frustracao, e ansia
de te levar de volta.
Ou se antecipa nervosamente os teus espasmos
anunciando o vosso reencontro.

(E a nossa despedida)

Tambem a ressaca te sabe amar, ainda que a medo.
Quando tudo é intenso demais, mas sempre
insuficiente.
Tambem a ressaca te puxa e te afasta,
quando exibe a sua experiencia em (me) castigar estes excessos
de algo.

Amanhã é um dia velho, hoje.

Cheirei o teu pescoco e encostei a boca ao teu ombro
e gemeste algo e eu gemi de volta.
E assim nos embalámos até
te ires. e regressares,
e eu gemer algo e tu gemeres de volta
e cheirares o meu ombro e encostares a boca ao meu pescoco.